O setor financeiro viveu uma grande onda de transformações na última década, guiada pela digitalização.
A tecnologia se tornou não apenas uma ferramenta de apoio aos negócios, mas um componente estratégico capaz de redefinir o rumo das empresas.
Com o avanço acelerado, a IA passou a ser aplicada em áreas como análise de crédito e fraudes, onboarding, experiência do cliente e até como instrumento de inclusão financeira.
A adoção em larga escala da IA no mercado colocou em pauta a importância do uso responsável da tecnologia, principalmente em relação à proteção de dados e transparência das decisões automatizadas.
Conforme a Accenture, 95% dos líderes empresariais acreditam que pelo menos parte de suas operações será impactada pelas regulamentações propostas na União Europeia para IA , reforçando a importância de estabelecer uma base robusta de governança e transparência em suas soluções tecnológicas.
Esse cenário reforça como práticas éticas são essenciais para assegurar a conformidade regulatória e construir a confiança de consumidores e investidores.
No universo dos bancos e fintechs, onde decisões podem afetar diretamente a vida financeira dos clientes, garantir que a IA opere de forma ética ajuda a mitigar riscos e evita mal-entendidos.
De acordo com uma pesquisa do Instituto Ideia, 73% da população brasileira apoia a criação de regras para o uso da IA nas empresas.
Bancos, fintechs e administradoras de consórcio lidam o tempo todo com dados financeiros de seus clientes, considerados ativos sensíveis, o que demanda que aspectos como a transparência dos algoritmos, mitigação de vieses e a proteção das informações não sejam negligenciados.
E não adianta desenvolver a melhor tecnologia sem um cuidado redobrado com os dados, pois a confiança é um componente essencial no setor financeiro.
Se os clientes perceberem que seus dados estão sendo manipulados de forma inadequada ou que as decisões automatizadas são injustas, a credibilidade da empresa pode ser seriamente comprometida, prejudicando sua reputação.
Segundo a McKinsey, 71% dos consumidores afirmam que deixariam de fazer negócios com uma empresa que compartilha informações sensíveis sem permissão , enquanto 87% abandonariam uma organização se tivessem preocupações com suas práticas de segurança.
Com consumidores cada vez mais exigentes quanto à transparência e segurança, práticas inadequadas no uso de informações podem resultar em prejuízos irreparáveis para a reputação das empresas.
A adoção da IA tem gerado discussões sobre ética e conformidade na esfera governamental brasileira há alguns anos.
Entre 2018 e 2021, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) , foi implementada para estabelecer uma estrutura legal robusta na proteção das informações dos usuários.
Essa legislação exige que as empresas adotem medidas rigorosas de segurança para garantir o tratamento adequado dos dados.
Mais recentemente, o governo deu um passo além e o Congresso está analisando o
Projeto de Lei 2.338/23
, que visa regulamentar o uso da IA no Brasil, inspirando-se na
Lei de Inteligência Artificial da União Europeia
.
O projeto aborda, de forma ampla, princípios como transparência — especialmente para sistemas de alto risco —, explicabilidade e rastreabilidade.
Quando falamos sobre a ética, a questão da conformidade também entra em discussão. Nesse sentido, três aspectos são relevantes: a própria explicabilidade, a privacidade e o uso responsável dos dados.
Ao tratar da ética no uso de IA, é crucial considerar três pilares:
explicabilidade dos modelos, privacidade dos dados e uso responsável das informações.
Esses três pilares são fundamentais para garantir que a adoção da IA no setor financeiro ocorra de forma ética e responsável, alinhando inovação tecnológica à proteção dos direitos dos usuários e à conformidade regulatória.
A IA explicável descreve como um modelo de IA chega a decisões, identificando seu impacto e potenciais vieses.
Ela permite entender a lógica por trás das decisões e avaliar critérios como precisão, justiça e transparência , especialmente em sistemas automatizados.
Atualmente, é crucial para uma organização que deseja construir confiança e segurança ao colocar uma IA em produção, ajudando a adotar uma abordagem responsável no desenvolvimento das soluções.
A IA explicável também auxilia humanos a compreender e interpretar os processos de aprendizado de máquina, como Machine Learning e Deep Learning , que muitas vezes são considerados “caixas-pretas” devido à sua complexidade e informações difíceis de serem interpretadas.
O viés, frequentemente relacionado a características como etnia, gênero, idade ou localização, é um risco recorrente na formação de modelos de IA e deve ser mitigado para garantir decisões mais justas.
Além disso, o desempenho dos modelos de IA pode se deteriorar quando os dados de produção diferem dos de treinamento, tornando essencial monitorar e ajustar continuamente os algoritmos para garantir a explicabilidade.
Isso promove a confiança do usuário final, facilita a auditabilidade e mitiga riscos de conformidade, segurança e reputação.
A IA explicável é, portanto, um pilar essencial para implementar a IA responsável, assegurando transparência e justiça nas decisões automatizadas.
A aplicação ética da IA no setor financeiro não apenas fortalece a confiança do consumidor e a integridade das empresas, mas também é essencial para prevenir práticas injustas e discriminatórias.
Para cultivar um ambiente no qual a inovação tecnológica ande de mãos dadas com a responsabilidade social, as empresas do setor financeiro precisam ficar atentas às abordagens abaixo:
Essas práticas garantem que o uso da IA no setor financeiro seja orientado por princípios éticos, promovendo transparência, conformidade e equidade nas decisões automatizadas.
A preocupação com a ética da IA é crucial para o futuro das empresas.
No entanto, é essencial equilibrar esse cuidado com o avanço da inovação, para garantir que ambos os aspectos sejam priorizados.
Embora a IA seja um sistema autônomo, ela deve ser aplicada com supervisão adequada para garantir que atenda aos interesses das empresas e ofereça uma experiência personalizada ao cliente, que otimiza processos, sem comprometer a privacidade e a transparência.
Nós da O2OBOTS entendemos essa necessidade e, por isso, nossa plataforma incorpora um sistema antifraude robusto , que garante a proteção das transações e a conformidade com regulamentações como a LGPD, detectando e prevenindo atividades fraudulentas para proteger empresas e clientes de possíveis riscos.
Com a O2OBOTS, bancos e fintechs alcançam um novo patamar de crescimento de receita, melhoram a eficiência operacional e garantem uma experiência diferenciada ao cliente — tudo de forma ética e responsável.
Quer entender como a nossa IA de Vendas de Serviços Financeiros pode ser adotada na sua operação de forma ética e transparente?
Entre em contato e solicite uma demonstração!
Todos os direitos reservados | O2OBOTS Inteligência Arfitifical Ltda.
O2OBOTS INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL LTDA. ("CONFIA.AI") - CNPJ 28.229.073/0001-79, Rodovia José Carlos Daux, 4150 - Salas 1 e 2, ACATE - Centro de Inovação / Impact Hub, Florianópolis, SC, CEP 88032-005.
Os servicos prestados pela CONFIA.AI compreendem as atividades de recepção e encaminhamento de propostas de operações de crédito com bens em garantia, crédito consignado privado e crédito direto ao consumidor, não podendo ser, em nenhuma circunstância, confundidas com as atividades desempenhadas por instituições financeiras, nos termos do artigo 17º da Lei Federal 4.595/64, de 31 de dezembro de 1964.
As operações de crédito intermediadas pela CONFIA.AI, nos termos do artigo 2º da resolução nº 3.954 do BCB, são de exclusiva responsabilidade da instituição financeira de crédito.